Encontram-se na literatura, estudos com o óleo de copaíba avaliando seus efeitos anti-inflamatório, analgésico e cicatrizante, sobre diversos órgãos ou tecidos, porém, nada é descrito quanto à utilização e sua eficácia em oftalmologia. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar histologicamente a córnea com úlcera quimicamente induzida e tratada com óleo de Copaifera multijuga Hayne. Foram empregados 24 ratos Wistar (Rattus novergicus, linhagem Wistar, variação albino), machos pesando entre 250 e 300 gramas. Após os animais serem anestesiados, foi induzida a úlcera de córnea utilizando solução de hidróxido de sódio (NAOH) 1N. Os animais foram divididos em quatro grupos (GC, GL, GE e GT), respectivamente tratados com o óleo de copaíba a 0,5%, lubrificante ocular, pomada oftálmica comercial e Tween 80 a 0,5%, a intervalos de seis horas, durante os períodos de avaliação 48h (n=12) e 72h (n=12). Concluídos os tempos de avalição, os animais foram submetidos à eutanásia com pentobarbital sódico e seus bulbos oculares coletados pela técnica de enucleação subconjuntival. Após a preparação rotineira das lâminas para microscopia de luz e coloração em HE, estas foram avaliadas para presença de epitélio corneal, bem como as características celulares das camadas corneais, presença de células inflamatórias e de neovascularização estromal. Às 48 horas, observou-se presença de epitélio corneal em 100% de GE, em 50% de GC e GT, e apenas 16,7% de GL; às 72 horas, verificou-se 83,3% de GE, 66,7% de GL, 50% de GC e 33,3% de GT. Infiltrados inflamatórios em estroma estiveram presentes em todos os animais às 48 e em 72 horas verificou-se em 100% de GC, GT e GL e 80% de GE. Em câmara anterior, fibrina esteve em 50% de GC às 48h e 33,3% em 72h; em GT verificou-se 16,7% em 48h e 33,3% em 72h; em GE observou-se 16,7% às 48 e 72h e em GL 66,7% às 48h e 16,7% às 72h. Hifema foi visto em 33,3% de GC às 48h e em 16,7% às 72h; em GT somente em 16,7% às 72h; em GE e GL houve 16,7% em 48h, em GL 16,7% às 72 horas. Concluiu-se que o óleo de copaíba foi capaz de promover a reepitelização corneal, podendo ser utilizado como coadjuvante no tratamento de úlcera químicas.

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